Logistics And Frieght Forwarding

CPLP/Cimeira: Portugal destaca nova secretária-executiva e futura estratégia da organização

O ministro dos Neg?cios Estrangeiros portugu?s apontou a designa??o da pr?xima secret?ria-executiva e a aprova??o da nova vis?o estrat?gica da Comunidade dos Pa?ses de L?ngua Portuguesa (CPLP) como os pontos essenciais da pr?xima cimeira. A XI confer?ncia de chefes de Estado e de Governo da CPLP decorre, em Bras?lia, na segunda e na ter?a-feira, marcando a sucess?o de Timor-Leste pelo Brasil na presid?ncia da organiza??o. Na cimeira, os nove membros da CPLP dever?o designar a pr?xima secret?ria-executiva, Maria do Carmo Silveira, indicada por S?o Tom? e Pr?ncipe, depois de um acordo, proposto por Lisboa, que prev? que, no final do mandato de dois anos, caiba a Portugal apontar o nome para este cargo.

Segundo Augusto Santos Silva, a proposta portuguesa pretendeu garantir que um pa?s africano assegure sempre uma das posi??es de lideran?a — presid?ncia ou secretariado-executivo — da organiza??o. A decis?o surgiu em mar?o, durante o Conselho de Ministros da CPLP, em Lisboa, ap?s alguns Estados-membros, em particular Angola, terem alegado um “acordo de cavalheiros” segundo o qual o pa?s que acolhe a sede da organiza??o n?o ocupa o cargo de secret?rio-executivo. A aprova??o da vis?o estrat?gica permitir? “abrir horizontes de desenvolvimento”, considerou Santos Silva.

A proposta foca-se na coopera??o ao n?vel das sociedades civis, nomeadamente nas ?reas da economia, energia e mobilidade, d? uma “nova aten??o ?s dimens?es de cidadania”, garante “centralidade ? defesa da l?ngua e ao papel do Instituto Internacional da L?ngua Portuguesa” e d? um “papel acrescido aos observadores associados”. Nesta cimeira dever? ser aprovada a entrada de cinco novos observadores associados — Rep?blica Checa, Eslov?quia, Hungria, Costa do Marfim e Uruguai -, que se juntam ? ilha Maur?cia, Nam?bia, Senegal, Turquia, Jap?o e Ge?rgia. Questionado sobre como Portugal v? a entrada da Hungria, onde o Governo liderado por Viktor Orban ? acusado de abusos e de tratamento degradante a refugiados, Santos Silva disse que esta candidatura “deve ser examinada” segundo os crit?rios da CPLP, “uma organiza??o multilateral que requer comprometimento de todos os seus membros e tamb?m vincula??o dos seus observadores associados a valores que s?o os do Estado de direito, dos direitos humanos, da democracia pol?tica, do respeito pela soberania de cada pa?s, pela n?o-inger?ncia nos assuntos internos”.

Instado a comentar se pa?ses como a Nam?bia ou o Uruguai podem vir a tornar-se membros de pleno direito da organiza??o, como o seu secret?rio-executivo, Murade Murargy, j? admitiu, o chefe da diplomacia portuguesa afirmou: “N?o devemos esquecer-nos que a partilha de uma l?ngua comum ? a base fundamental sobre que assenta a CPLP. Devemos olhar com a prud?ncia e a aten??o necess?ria para eventuais candidaturas, sendo certo que do nosso ponto de vista a vontade que v?rios pa?ses exprimem de ter uma liga??o mais pr?xima com a CPLP deve ser motivo de orgulho”. Durante a reuni?o de dois dias, os nove Estados-membros da CPLP ter?o oportunidade para fazer uma discuss?o sobre temas da agenda pol?tica.

“Estou seguro de que a cimeira examinar? com cuidado e com muita satisfa??o o processo de elei??o do secret?rio-geral das Na??es Unidas [Ant?nio Guterres]”, afirmou Augusto Santos Silva, garantindo que “o apoio dos v?rios pa?ses da CPLP foi muito importante ao longo deste processo”. “Teremos, a partir de janeiro, como secret?rio-geral das Na??es Unidas uma pessoa que fala portugu?s e isso enche-nos, a todos os que falam portugu?s, de orgulho”, destacou. Guterres participa na cimeira da CPLP como convidado e re?ne-se, ? margem do encontro, com o Presidente brasileiro, Michel Temer, na segunda-feira.

Os respons?veis dos nove Estados-membros dever?o tamb?m “tomar nota dos recentes desenvolvimentos” na Guin?-Bissau e da “boa not?cia” da ratifica??o dos estatutos da CPLP pela Guin? Equatorial. Sobre a organiza??o, que celebra 20 anos, Santos Silva defendeu a necessidade de se ser “um pouco mais orgulhoso do que foi feito e bastante mais otimista em rela??o ao futuro”.

“A CPLP ? uma enorme realiza??o em si mesma. Vinte anos depois da descoloniza??o portuguesa em ?frica, foi poss?vel reunir ent?o [em 1996] sete pa?ses e v?rios deles eram antigas col?nias”, assinalou, comentando, por outro lado, que a organiza??o j? tem 20 anos, “o que ? outro feito”. Questionado sobre as expectativas de Portugal sobre a presid?ncia da CPLP pelo Brasil, o governante disse estar “otimista, confiante e seguro da excel?ncia dessa presid?ncia”.

“Na minha vis?o, o Brasil vai ter uma presid?ncia pro tempore da CPLP do mesmo n?vel da timorense, que foi absolutamente excecional”, sublinhou.

Integram a CPLP Angola, Brasil, Cabo Verde, Guin?-Bissau, Guin?

Equatorial, Mo?ambique, Portugal, S?o Tom? e Pr?ncipe e Timor-Leste.

Continuar a ler



Leave a Reply

Your email address will not be published. Required fields are marked *

*