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Banco de Portugal está “a analisar” situação de Rui Cartaxo

Foi j? ao final da tarde de ontem que a Procuradoria-Geral da Rep?blica (PGR) confirmou que a investiga??o que visa a EDP e a REN ganhou tr?s novos arguidos. Rui Cartaxo, ex-presidente da REN, Pedro Rezende e Jorge Machado, ambos antigos gestores da EDP, juntaram-se a Ant?nio Mexia, Jo?o Concei??o, Jo?o Manso Neto e Pedro Furtado, notificados na passada sexta-feira, ap?s a PGR e a Pol?cia Judici?ria terem feito buscas nas sedes das duas empresas. No documento facultado pela EDP aos jornalistas durante a confer?ncia de imprensa de Ant?nio Mexia j? constava a refer?ncia aos nomes dos tr?s novos arguidos no ?mbito da investiga??o.

O nome de Rui Cartaxo chegou a integrar a lista de arguidos avan?ada na sexta–feira por alguns ?rg?os de comunica??o, mas a not?cia foi desmentida quase imediatamente. Em causa est?o suspeitas sobre crimes de corrup??o ativa, corrup??o passiva e participa??o econ?mica em neg?cio, no ?mbito da investiga??o aos custos de manuten??o do equil?brio contratual (CMEC). Rui Cartaxo ? o nome mais medi?tico entre os novos arguidos.

O ex-presidente da REN ? o atual chairman do Novo Banco, cargo que assumiu no dia 8 de abril ap?s a altera??o dos estatutos do banco. Questionado pelo DN/Dinheiro Vivo sobre a poss?vel perda de idoneidade do gestor na sequ?ncia das suspeitas, o Banco de Portugal confirmou apenas que “tomou conhecimento da situa??o e est? a analis?-la”. Rui Cartaxo foi consultor do conselho de administra??o do Banco de Portugal antes de assumir o cargo no Novo Banco.

O Jornal Econ?mico avan?ou na semana passada que o fundo norte-americano Lone Star, que ganhou o concurso para a compra do Novo Banco, j? estaria ? procura de um substituto para Rui Cartaxo, recaindo a prefer?ncia num gestor portugu?s “que conhe?a muito bem o setor financeiro”. Tamb?m contactada pelo DN, a REN rejeitou fazer coment?rios sobre a investiga??o ao seu ex-presidente, alegando que a empresa n?o ? arguida no processo e que nada indica que a investiga??o a Rui Cartaxo esteja relacionada com o per?odo em que o gestor esteve ? frente da REN. Rui Cartaxo chegou ? gestora das redes el?tricas nacionais em 2007, precisamente o ano em que os CMEC foram revistos.

O gestor assumiu primeiro o pelouro financeiro da energ?tica, passando ? presid?ncia executiva da empresa em 2009, tendo mantido o cargo at?

2015. Entre maio de 2006 e mar?o de 2007, Rui Cartaxo foi adjunto do ent?o ministro da Economia, Manuel Pinho, que foi o governante respons?vel pela aprova??o da revis?o ao regime dos CMEC, que desde 2007 j? rendeu 2,5 mil milh?es de euros ? EDP.

J? Pedro Rezende foi vogal do conselho de administra??o da EDP, tal como Jorge Machado. Segundo a PGR, que al?m da EDP e da REN realizou buscas na consultora The Boston Consulting Group, “o inqu?rito tem como objeto a investiga??o de factos subsequentes ao processo legislativo, bem como aos procedimentos administrativos relativos ? introdu??o no setor el?trico nacional dos CMEC”.

Explica que “em causa est?o factos suscet?veis de integrarem os crimes de corrup??o ativa, corrup??o passiva e participa??o econ?mica em neg?cio”.

O Minist?rio P?blico est? a ser coadjuvado na investiga??o a este caso pela Unidade Nacional de Combate ?

Corrup??o da Pol?cia Judici?ria.

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